O presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, afirmou que aguarda para esta quarta-feira a entrega da última pesquisa encomendada para definir o segundo nome da legenda na disputa ao Senado. O levantamento foi solicitado no contexto do acordo firmado entre o diretório nacional e o comando estadual do partido.
Segundo o ex-governador, o combinado estabelecido quando ele ingressou no PL previa que uma das vagas ao Senado seria dele, enquanto a segunda candidatura seria definida com base em pesquisas eleitorais. Reinaldo disse que o acordo foi tratado com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e também teria contado com a concordância de lideranças nacionais da sigla.
Para reforçar o critério, Reinaldo afirmou que foram encomendadas duas pesquisas de institutos diferentes. Uma delas foi paga pelo diretório nacional do PL, por meio do Instituto Paraná. A outra, contratada pelo diretório estadual, é da Quaest e deve ser entregue nesta quarta-feira.
A escolha do segundo nome tem gerado movimentação interna no partido. Parte dos filiados defende a candidatura do deputado federal Marcos Pollon (PL), enquanto o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) aparece como outro nome cotado para a disputa, especialmente por desempenho em levantamentos eleitorais.
Questionado sobre manifestações de insatisfação dentro da sigla, incluindo posicionamentos da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que tem demonstrado apoio a Marcos Pollon, Reinaldo afirmou que continua cumprindo o que foi acertado anteriormente.
O ex-governador disse que o critério pode ser revisto, caso haja nova orientação das lideranças partidárias. No entanto, reforçou que, até o momento, segue valendo o acordo feito com Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro.
“Se quiserem mudar, avisa, que podemos até mudar”, afirmou Reinaldo.
A definição do segundo candidato ao Senado pelo PL é considerada estratégica para a composição da chapa majoritária em Mato Grosso do Sul. O partido busca equilibrar força eleitoral, apoio interno e alinhamento com a direção nacional antes da oficialização das candidaturas.
A decisão final ainda dependerá das articulações partidárias e dos prazos eleitorais. Até lá, os resultados das pesquisas devem servir como principal referência para medir a competitividade dos nomes colocados à disposição da legenda.
Fonte : jornaldoestadoms





