O ex-atacante Jô foi preso na madrugada de domingo, 14 de junho, em uma boate no bairro Castelo, em Belo Horizonte, por dívida de pensão alimentícia. Segundo o boletim de ocorrência, a abordagem ocorreu pouco depois das 4h, após a Polícia Militar receber informação de que o ex-jogador estava no local.
Contra Jô havia um mandado de prisão em aberto expedido pela 3ª Vara da Família e Sucessões do Foro Regional de Itaquera, em São Paulo. O documento foi emitido em janeiro de 2026 e está relacionado ao não pagamento de pensão alimentícia.
Esta não é a primeira vez que o ex-atacante é detido pelo mesmo tipo de dívida. Ele já havia sido preso em outras quatro ocasiões por falta de pagamento de pensão. A mais recente ocorreu em novembro do ano passado, no Rio de Janeiro. Antes disso, houve outro registro em 2025 e duas prisões em 2024.
A defesa do ex-jogador foi procurada, mas não havia se manifestado até a publicação da matéria. A assessoria de Jô, no entanto, enviou nota ao Metrópoles afirmando que o atleta enfrenta “severa instabilidade financeira”, o que teria dificultado o cumprimento integral das obrigações alimentares nos moldes estabelecidos anteriormente.
No comunicado, a assessoria afirmou que a inadimplência não seria resultado de descaso com as responsabilidades paternas, mas de uma limitação financeira momentânea. A nota também informa que a equipe jurídica do ex-atacante busca uma solução rápida para o caso.
Ainda segundo a assessoria, já existe diálogo com a mãe da criança para tentar formalizar um acordo compatível com a atual realidade financeira de Jô, preservando o sustento e o bem-estar do filho. O texto também ressalta que o ex-jogador está à disposição da Justiça para colaborar com o processo.
Jô teve carreira de destaque no futebol brasileiro e internacional. Revelado pelo Corinthians, também passou por Atlético-MG, Manchester City, da Inglaterra, e CSKA Moscou, da Rússia, entre outros clubes. O ex-atacante ainda defendeu a Seleção Brasileira e integrou o grupo que disputou a Copa do Mundo de 2014.
A prisão reacende a discussão sobre o cumprimento de decisões judiciais envolvendo pensão alimentícia. No Brasil, a falta de pagamento pode levar à prisão civil do devedor, medida aplicada quando a Justiça entende que houve descumprimento da obrigação de garantir assistência financeira ao filho.
O caso agora segue sob análise do Poder Judiciário, enquanto a defesa tenta negociar uma composição para regularizar as pendências. Até lá, a situação jurídica de Jô dependerá do andamento do processo e de eventual acordo aceito pelas partes envolvidas.
Fonte : jornaldoestadoms





