Carlão destaca legislação sobre mobilidade e defende integração dos patinetes em Campo Grande

Vereador afirma que normas municipais ajudaram a preparar a Capital para novos modais e cobra fiscalização, segurança e campanhas educativas

Giro 67
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A chegada dos patinetes elétricos compartilhados às ruas de Campo Grande ampliou o debate sobre a integração entre diferentes formas de deslocamento na Capital. Ônibus, bicicletas, táxis, veículos por aplicativo e equipamentos elétricos passam a dividir o espaço urbano, exigindo regras claras, fiscalização e orientação aos usuários.

O vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), primeiro-secretário da Mesa Diretora da Câmara Municipal, afirma que sua atuação legislativa contribuiu para a construção de normas relacionadas à mobilidade individual e à circulação de equipamentos elétricos.

O parlamentar defende há vários anos um sistema intermodal, no qual diferentes meios de transporte funcionem de maneira complementar. A proposta busca facilitar o deslocamento entre terminais, pontos de ônibus, estacionamentos, áreas comerciais e o destino final dos passageiros.

Patinetes ampliam debate sobre a última etapa do percurso

Os patinetes elétricos estão associados ao conceito de “última milha”, expressão utilizada para definir o trecho final de uma viagem, como o deslocamento entre um terminal de transporte e o local de trabalho, estudo ou atendimento.

Esse tipo de serviço pode reduzir pequenas viagens de carro e oferecer uma alternativa para trajetos curtos. A operação, no entanto, depende de regras para circulação, estacionamento, velocidade e compartilhamento seguro das vias.

Para Carlão, a expansão da micromobilidade precisa ser acompanhada por planejamento urbano e controle do poder público.

“A chegada dos patinetes mostra que Campo Grande está sintonizada com o futuro das grandes metrópoles. Mas a tecnologia sozinha não opera milagres. Ela precisa de regras claras para não virar bagunça”, afirmou.

Segundo o vereador, a regulamentação deve oferecer previsibilidade para as empresas, sem deixar de proteger pedestres, usuários e demais participantes do trânsito.

“Precisamos de um ambiente em que as empresas tenham segurança para investir e o cidadão conte com um serviço regulamentado, fiscalizado e seguro”, declarou.

Lei trata de ciclomotores e equipamentos elétricos

Carlão é autor da Lei Municipal nº 5.324/2014, relacionada ao registro e ao licenciamento de ciclomotores, além da circulação de equipamentos de mobilidade individual autopropelidos e bicicletas elétricas.

O parlamentar considera que a norma ajudou a inserir o tema no ordenamento municipal antes da expansão dos atuais serviços de compartilhamento.

A legislação local, entretanto, precisa funcionar em conjunto com as normas nacionais de trânsito e com as regulamentações operacionais adotadas pelo município. Questões como limite de velocidade, áreas permitidas, idade mínima, equipamentos de segurança e estacionamento exigem acompanhamento permanente.

Integração com ônibus, bicicletas e aplicativos

A proposta de transporte intermodal defendida pelo vereador busca conectar os patinetes a outros meios já utilizados pela população.

Na prática, o usuário poderia realizar parte do trajeto de ônibus e completar o percurso em bicicleta ou patinete. Também seria possível combinar o equipamento com táxi, mototáxi, carro por aplicativo ou veículo particular.

Essa integração depende da disponibilidade de ciclovias, pontos adequados para estacionamento, acesso seguro aos terminais e informações claras sobre as regras de utilização.

O desafio é evitar que os equipamentos sejam deixados em calçadas, rampas de acessibilidade, entradas de estabelecimentos e outros locais que prejudiquem a circulação de pedestres.

Campanhas educativas e fiscalização

Com o início da operação dos patinetes, Carlão defende que o município intensifique as campanhas de conscientização no trânsito.

As ações devem orientar usuários sobre velocidade, circulação em calçadas e ciclovias, prioridade dos pedestres e estacionamento correto. Motoristas também precisam ser informados sobre a presença crescente dos novos modais nas vias.

O vereador cobra ainda o monitoramento contínuo do serviço, para que eventuais problemas sejam corrigidos conforme a utilização avance.

A regulamentação deverá equilibrar incentivo à inovação, segurança viária e preservação do espaço público. O resultado prático dependerá da fiscalização, da responsabilidade das empresas operadoras e do comportamento dos próprios usuários.

Com os patinetes já presentes em áreas da Capital, o debate passa agora da implantação para a consolidação do modelo, com atenção especial à convivência entre pedestres, ciclistas, motoristas e usuários dos equipamentos elétricos.

Fonte : jornaldoestadoms

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