Valdemar atribui ao mau tempo público abaixo da expectativa em ato de Flávio Bolsonaro

Ato de Flávio Bolsonaro em Copacabana reuniu cerca de 8,9 mil pessoas no pico; presidente do PL minimizou público e citou tempo desfavorável

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presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, atribuiu principalmente às condições meteorológicas o público abaixo da expectativa no primeiro grande ato da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). A mobilização ocorreu no domingo (16), na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, local tradicionalmente utilizado em manifestações ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Uma estimativa independente apontou aproximadamente 8,9 mil participantes no horário de maior concentração, às 11h30. Considerando a margem de erro de 12%, o público estaria entre 7,8 mil e 9,9 mil pessoas.

O número ganhou repercussão  política porque o lançamento ocorreu justamente em Copacabana, espaço historicamente utilizado pelo bolsonarismo para demonstrar capacidade de mobilização.

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Valdemar minimiza tamanho do público

Diante da repercussão sobre a quantidade de participantes, Valdemar Costa Neto minimizou o resultado e apontou o tempo desfavorável como uma das explicações para o comparecimento.

Segundo declaração atribuída ao dirigente partidário, as condições climáticas teriam prejudicado a mobilização. Valdemar também reconheceu a dificuldade de reproduzir a capacidade de convocação demonstrada por Jair Bolsonaro em manifestações anteriores.

A avaliação ocorre no momento em que Flávio Bolsonaro tenta transformar o eleitorado identificado com o ex-presidente em uma base própria para sua campanha ao Palácio do Planalto.

Estimativa aponta 8,9 mil pessoas no pico

A contagem foi realizada pelo Monitor do Debate Político da USP/Cebrap, em parceria com a organização More in Common.

O levantamento estimou 8,9 mil participantes, com variação possível de aproximadamente 1.070 pessoas para mais ou para menos. Assim, o público no momento de maior concentração teria ficado entre 7,8 mil e 9,9 mil pessoas.

A medição utilizou fotografias aéreas feitas por drone e analisadas por um sistema de inteligência artificial.

Política

Foram registradas imagens em sete horários diferentes, entre 9h45 e 12h30. Para estabelecer o pico, os pesquisadores utilizaram fotografias feitas às 11h30, cobrindo toda a extensão ocupada pela manifestação sem sobreposição.

O método identifica individualmente as pessoas nas fotografias e realiza a contagem dos pontos encontrados nas imagens.

Copacabana foi escolhida como símbolo da largada

A decisão de iniciar a campanha em Copacabana teve forte componente político. A praia tornou-se um dos principais locais de manifestações promovidas ou apoiadas por Jair Bolsonaro ao longo dos últimos anos.

Ao escolher o mesmo cenário, a campanha de Flávio buscou reforçar a associação com o eleitorado do ex-presidente e apresentar a candidatura como continuidade desse campo político.

Durante o evento, o candidato utilizou referências ao pai e reproduziu uma gravação de Jair Bolsonaro. O discurso também concentrou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e propostas relacionadas principalmente à segurança pública.

Flávio defendeu endurecimento das políticas contra o crime organizado, redução de gastos públicos e impostos e voltou a explorar temas associados à identidade política construída pelo bolsonarismo.

Campanha tenta transformar herança política em votos

O tamanho das manifestações passa a ser observado como um dos indicadores da capacidade de mobilização da candidatura, embora público em atos de rua não possa ser diretamente convertido em intenção de voto.

Esse desafio aparece justamente quando pesquisas nacionais mostram Lula e Flávio Bolsonaro ocupando as duas primeiras posições na disputa presidencial, com vantagem do atual presidente em cenários de primeiro turno e resultados mais apertados em algumas simulações de segundo turno.

O próprio início da campanha reforçou essa polarização. Lula abriu sua agenda eleitoral em São Bernardo do Campo (SP), enquanto Flávio escolheu o Rio de Janeiro para a primeira mobilização nacional de sua candidatura.

Para o PL, as próximas semanas servirão para medir até que ponto a capacidade de mobilização associada ao ex-presidente poderá ser transferida para o filho. O ato de Copacabana abriu essa fase da campanha, mas também colocou o tamanho das manifestações entre os elementos que deverão ser acompanhados na disputa eleitoral.

Fonte : jornaldoestadoms

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