Governo de MS remaneja R$ 12,9 milhões no orçamento e reforça recursos de dez órgãos e fundos

Crédito suplementar de R$ 12,99 milhões redistribui verbas do orçamento estadual; regularização de terras e Detran concentram a maior parte dos recursos

Giro 67
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O Governo de Mato Grosso do Sul autorizou a abertura de R$ 12.995.287,39 em créditos suplementares para reorganizar dotações de órgãos, agências e fundos estaduais. A movimentação foi oficializada nesta segunda-feira (17) e não representa, necessariamente, a entrada de dinheiro novo nos cofres públicos, mas uma redistribuição de recursos dentro do orçamento vigente.

A alteração consta no Decreto “O” nº 102/2026, publicado no Diário Oficial do Estado. Para viabilizar a suplementação, foram utilizadas anulações de dotações orçamentárias, incluindo recursos vinculados ao Fundo de Provisão de Recursos.

Na prática, o procedimento permite transferir disponibilidade orçamentária entre ações e unidades da administração para adequar despesas às necessidades identificadas durante a execução do orçamento de 2026.

Regularização de terras recebe maior volume

O maior crédito da relação é destinado ao Fundo de Regularização de Terras de Mato Grosso do Sul (Funter-MS), com R$ 6.075.973,99.

O valor corresponde a aproximadamente 47% de toda a suplementação autorizada pelo decreto, fazendo do fundo o principal beneficiário da reorganização orçamentária.

O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) aparece em seguida, com R$ 3.201.294,61.

Os recursos destinados ao departamento estão relacionados a dotações para atividades que incluem educação, segurança e conscientização no trânsito.

Somados, Funter-MS e Detran-MS recebem R$ 9.277.268,60, o equivalente a mais de 71% dos R$ 12,99 milhões movimentados pelo decreto.

Desenvolvimento rural recebe mais de R$ 2 milhões

A reorganização também alcança áreas relacionadas à produção rural e ao desenvolvimento agrícola.

A Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) teve suplementação de R$ 931.394,91.

Já o Fundo para Desenvolvimento das Culturas do Milho e Soja (Fundems) recebeu R$ 1.133.717,77.

Juntos, os dois destinos concentram pouco mais de R$ 2 milhões da alteração orçamentária.

Meio ambiente também recebe reforço

Duas unidades ligadas diretamente à  política ambiental estão entre as contempladas.

Política

O Fundo Estadual de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas recebeu R$ 812.364,02, enquanto o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) teve suplementação de R$ 440.627,46.

Também aparecem na relação a Fundação Estadual Jornalista Luiz Chagas de Rádio e TV Educativa (Fertel), o Fundo Estadual de Combate à Corrupção (Fecc), a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur).

Veja quanto cada órgão ou fundo recebe

Fundo de Regularização de Terras: R$ 6.075.973,99

Departamento Estadual de Trânsito de MS: R$ 3.201.294,61

Materialde referência geográfica

Fundo para Desenvolvimento das Culturas do Milho e Soja: R$ 1.133.717,77

Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural: R$ 931.394,91

Fundo Estadual de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas: R$ 812.364,02

Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul: R$ 440.627,46

Fundação Estadual Jornalista Luiz Chagas de Rádio e TV Educativa: R$ 164.694,81

Fundo Estadual de Combate à Corrupção: R$ 108.859,68

Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos: R$ 104.284,49

Revistas

Fundação de Turismo de MS: R$ 22.074,65

Total: R$ 12.995.287,39

Suplementação ajusta execução do orçamento

O crédito suplementar é um instrumento previsto na legislação orçamentária para reforçar despesas que já possuem previsão no orçamento, mas necessitam de recursos adicionais durante sua execução.

Nesse caso, a operação é compensada pela anulação ou redução de outras dotações, preservando o equilíbrio formal do orçamento dentro das autorizações legais.

Com a publicação do decreto, os órgãos contemplados passam a contar com as novas dotações para executar as despesas previstas em suas respectivas áreas. Para a população, os efeitos dependerão da aplicação efetiva desses recursos em ações como regularização fundiária, trânsito, desenvolvimento rural, meio ambiente, infraestrutura, comunicação pública, turismo e combate à corrupção.

Fonte : jornaldoestadoms

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