Reinaldo defende diálogo e segurança jurídica para reduzir conflitos por terras em MS

Candidato ao Senado afirma que União deve buscar soluções para disputas entre indígenas e produtores e defende produção com respeito aos direitos de cada lado

Giro 67
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O candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), defendeu a redução dos conflitos territoriais envolvendo comunidades indígenas e produtores rurais e cobrou maior participação do Governo Federal na busca por soluções que conciliem direitos, produção e segurança jurídica. As declarações foram feitas durante entrevista concedida na segunda-feira (10), em Campo Grande.

Ao abordar as disputas fundiárias, Reinaldo afirmou que a prioridade deve ser diminuir o ambiente de confronto no campo. “Precisamos diminuir as tensões e as brigas no campo”, declarou durante entrevista ao programa Boca do Povo, da Rádio Difusora Pantanal.

A questão tem peso especial em Mato Grosso do Sul devido à presença de uma expressiva população indígena e ao histórico de disputas pela posse e demarcação de terras. Conforme os dados apresentados pelo candidato, das 655 áreas ocupadas ou reivindicadas por indígenas no Brasil68 estão em território sul-mato-grossense, enquanto outras 25 localidades aguardam demarcação.

Candidato cobra atuação do Governo Federal

Para Reinaldo Azambuja, cabe à União buscar mecanismos que assegurem os direitos envolvidos e reduzam a insegurança nas regiões onde existem disputas territoriais.

Política

“O que é do indígena é do indígena. O que é do produtor é do produtor. Cada um no seu lugar, para todo mundo produzir”, afirmou.

O ex-governador relacionou a necessidade de segurança jurídica à importância do setor agropecuário para a economia estadual. Mato Grosso do Sul ocupa posições relevantes na produção brasileira de soja, milho, cana-de-açúcar, madeira, amendoim e carvão vegetal, além de manter um dos maiores rebanhos bovinos do país.

Na avaliação apresentada por Reinaldo, a previsibilidade sobre a propriedade e o uso das terras é necessária tanto para garantir direitos quanto para oferecer condições de planejamento aos produtores e investidores.

Reinaldo relembra medidas adotadas no Governo

Durante a entrevista, o candidato também citou ações desenvolvidas durante os dois mandatos em que governou Mato Grosso do Sul, destacando a criação de uma estrutura administrativa destinada às políticas voltadas às comunidades indígenas.

Campanhase eleições

“Eu fui governador e tive coragem de criar uma subsecretaria para discutir as questões indígenas. Ouvimos as comunidades. Elas pediam equipamentos, calcário, insumos, máquinas e equipamentos para produzir mais, sem perder a tradição do povo indígena. Não dá para ficar em conflito”, disse.

Reinaldo também mencionou a regulamentação do Vale Universidade Indígena, programa voltado à ampliação do acesso de estudantes indígenas ao ensino superior por meio da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

“Hoje vemos indígenas médicos, advogados, administradores. Eles são iguais a nós. São pessoas”, declarou.

Disputa fundiária permanece como desafio

Os conflitos envolvendo terras indígenas permanecem entre os temas de maior sensibilidade no campo em Mato Grosso do Sul, especialmente em áreas onde reivindicações territoriais alcançam propriedades rurais tituladas.

Materialde referência geográfica

Além das discussões sobre demarcação, o debate envolve direitos constitucionais dos povos indígenas, indenização de proprietários, atuação da União e segurança jurídica.

Ao encerrar o assunto, Reinaldo Azambuja voltou a defender negociação como caminho para reduzir os confrontos. “Precisamos diminuir essa tensão e essas brigas para ter segurança jurídica”, afirmou.

A questão fundiária deverá permanecer presente na agenda  política estadual durante a campanha eleitoral, diante do impacto direto das disputas sobre comunidades indígenas, produtores rurais, municípios e a atividade agropecuária de Mato Grosso do Sul.

Fonte : jornaldoestadoms

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