Adversários de Riedel entram em corrida para tentar levar eleição ao segundo turno em MS

Pesquisas colocam governador na liderança, enquanto opositores apostam na reta final da campanha para reduzir vantagem e impedir vitória em 4 de outubro

Giro 67
6 minutos de leitura

A pouco mais de um mês do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro, os adversários do governador Eduardo Riedel (PP) enfrentam o desafio de reduzir uma vantagem expressiva nas pesquisas e levar a disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul ao segundo turno. Os levantamentos mais recentes apontam o candidato à reeleição na liderança, mas ainda registram parcela relevante do eleitorado sem candidato definido.

Pesquisa Quaest, divulgada em 25 de agosto, mostrou Riedel com 40% das intenções de voto no cenário estimulado. Fábio Trad (PT) aparece com 13%, seguido por Delcídio do Amaral (PRD), com 8%. Depois estão João Henrique Catan (Novo), com 3%; Lucien Rezende (PSOL), 2%; Daniel Lemes (PCO), Renato Gomes (DC) e Jeferson Bezerra (Agir), com 1% cada.

O levantamento ouviu 804 eleitores entre 21 e 24 de agosto, tem margem de erro de três pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MS-00793/2026.

Apesar da vantagem, os números não permitem tratar uma vitória no primeiro turno como resultado definido. Na pesquisa estimulada da Quaest, 20% estavam indecisos e outros 11% declararam voto branco, nulo ou que não votariam. Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, os indecisos chegavam a 77%.

Riedel concentra maior tempo de televisão

Outro ativo importante para a campanha do governador é a distribuição do horário eleitoral gratuito.

A estimativa divulgada antes do início da propaganda apontava aproximadamente 6 minutos e 22 segundos para Riedel em cada bloco destinado aos candidatos ao governo, equivalente a 70,8% do tempo disponívelFábio Trad teria aproximadamente 2 minutos e 38 segundos, ou 29,2%.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começou em 28 de agosto e segue até 1º de outubro. O período coloca a comunicação em rádio e TV entre os instrumentos que poderão influenciar o cenário nas semanas finais da disputa.

Na campanha, Riedel tem procurado apresentar ações executadas durante o primeiro mandato e defender a continuidade da administração. Antes de assumir o governo em 2023, ele também participou da gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja, ocupando funções no primeiro escalão estadual.

Os adversários adotam estratégia diferente. A oposição tenta concentrar o debate em problemas que considera não solucionados pela atual administração, além de cobrar resultados em áreas como saúde, educação, infraestrutura e pavimentação.

Oposição precisa converter reta final em votos

O desafio dos demais candidatos não se resume a ultrapassar Riedel individualmente. Para provocar um segundo turno, é necessário impedir que qualquer candidato alcance mais da metade dos votos válidos no primeiro turno.

É justamente nesse ponto que a parcela de eleitores ainda indecisos ganha importância. Embora Riedel tenha vantagem confortável no cenário estimulado, um em cada cinco entrevistados pela Quaest ainda não havia escolhido candidato no levantamento realizado na segunda quinzena de agosto.

Os concorrentes precisam, portanto, combinar crescimento próprio com uma redução proporcional da vantagem do governador. A campanha eleitoral, os debates, as agendas pelo interior e a exposição dos programas de governo passam a ter peso maior nessa etapa.

Acompanhar Campanhas E Eleições Políticas

A eleição de 2022 serve como lembrança de que mudanças podem ocorrer durante a campanha. Naquele pleito, a disputa pelo governo estadual terminou no segundo turno, depois de alterações significativas no cenário político durante as semanas finais.

Segundo turno também mostra vantagem do governador

A Quaest testou três confrontos de segundo turno, e Riedel aparece à frente em todos eles.

Contra Fábio Trad, o governador registra 59%, diante de 22% do petista. Em eventual disputa com Delcídio do Amaral, o placar é de 54% a 23%. Contra João Henrique Catan, Riedel alcança 61%, enquanto o candidato do Novo aparece com 13%.

Os números reforçam a vantagem inicial do governador, mas pesquisas eleitorais representam o cenário encontrado no período em que as entrevistas são realizadas e não constituem previsão definitiva do resultado das urnas.

Campanha entra em fase decisiva

Com pouco mais de quatro semanas até a votação, debates e entrevistas também passam a integrar a estratégia das candidaturas. Para quem está atrás, esses espaços oferecem oportunidade de aumentar conhecimento, apresentar propostas e confrontar diretamente a administração estadual.

Para quem lidera, a equação é diferente. A campanha precisa preservar a vantagem sem permitir que episódios negativos, erros de comunicação ou mudanças no ambiente político alterem significativamente o cenário.

Temas como saúde pública, educação, infraestrutura, segurança, desenvolvimento econômico e pavimentação urbana devem ocupar espaço crescente nas discussões. A oposição tende a explorar deficiências que atribui à atual administração, enquanto Riedel deve defender resultados obtidos e projetos em andamento.

A Quaest mostra que a fotografia inicial é favorável à reeleição do governador. Ao mesmo tempo, o elevado número de indecisos, principalmente no levantamento espontâneo, mantém aberta a disputa por uma parcela importante do eleitorado. (Gazeta do Povo)

Para Fábio Trad, Delcídio do Amaral, João Henrique Catan e os demais concorrentes, as próximas semanas serão determinantes. Mais do que diminuir diferenças individuais, o objetivo imediato é elevar a soma dos votos dos adversários a um patamar suficiente para impedir que Riedel ultrapasse 50% dos votos válidos em 4 de outubro e encerre a eleição no primeiro turno.

Fonte : jornaldoestadoms

MARCADORES
Compartilhe este artigo
Nenhum comentário