A disputa pelo comando da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) ganhou novos movimentos após as eleições. Os deputados Pedro Caravina (PSDB) e Márcio Fernandes (PL) entraram nas articulações pela presidência da Casa para o próximo biênio, ampliando a negociação que já envolve parlamentares do PL.
Caravina, que comandou a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica e foi reeleito deputado estadual com 43.845 votos, surge nas conversas como uma alternativa fora da disputa interna do PL. O partido terá a maior bancada da próxima legislatura, com nove das 24 cadeiras, e precisará construir alianças para alcançar os votos necessários à eleição da Mesa Diretora.
Dentro do PL, Zé Teixeira, Coronel David e Paulo Corrêa já haviam colocado seus nomes nas articulações pelo comando da Assembleia. Agora, Márcio Fernandes também manifesta interesse na presidência.
Fernandes afirma que sua experiência parlamentar o credencia para participar da negociação e diz contar com apoio entre os colegas. O deputado chegará ao sexto mandato na próxima legislatura.
A formação da futura Mesa Diretora envolve também a primeira-secretaria, posto considerado estratégico na administração da Assembleia. Atualmente, a presidência é ocupada por Gerson Claro (PP), enquanto Paulo Corrêa exerce a função de primeiro-secretário. A composição vigente foi eleita para o biênio 2025-2026.
Zé Teixeira, que já exerceu a primeira-secretaria em legislaturas anteriores, passou a considerar a presidência como prioridade nas negociações. Uma composição com Paulo Corrêa, porém, continua entre as possibilidades discutidas nos bastidores.
Outro nome diretamente envolvido na montagem da futura Mesa é Gerson Claro. Após comandar a Assembleia nos últimos quatro anos, o parlamentar do PP aparece nas articulações para ocupar a primeira-secretaria na próxima composição.
O resultado das urnas tornou o PL a principal força numérica da Assembleia a partir de 2027, mas a bancada de nove parlamentares não é suficiente, sozinha, para definir o presidente. A escolha depende da construção de maioria entre os 24 deputados estaduais, abrindo espaço para negociações com outras legendas.
Com diferentes grupos interessados tanto na presidência quanto na primeira-secretaria, a definição da Mesa Diretora deverá passar por novas rodadas de conversas entre os deputados eleitos antes da formalização das candidaturas.
Há um ponto que eu manteria sob atenção editorial: com a entrada de Caravina e Márcio Fernandes, a conta não fica necessariamente em “cinco interessados”, porque as fontes públicas já registravam Zé Teixeira, Paulo Corrêa e Coronel David, e outras articulações recentes também mencionaram nomes fora desse núcleo. Por isso, deixei o título sem cravar o número total, evitando uma informação que pode mudar rapidamente.
Fonte : jornaldoestadoms





