Catan propõe fila única na saúde, equiparação de professores e autonomia para escolas em MS

Candidato do Novo defende mudanças na gestão da saúde, educação e segurança; durante entrevista, também direcionou críticas ao governo de Eduardo Riedel

Giro 67
6 minutos de leitura

O candidato do Novo ao Governo de Mato Grosso do Sul, João Henrique Catan, apresentou propostas para saúde, educação e segurança pública durante entrevista ao Campo Grande News. Entre as medidas defendidas estão a criação de uma fila digital única para consultas, exames e cirurgias, a equiparação salarial entre professores efetivos e convocados e maior autonomia para as escolas administrarem recursos.

Catan, de 38 anos, disputa o governo tendo Antônio João Jacinto como candidato a vice. A candidatura pelo Novo está deferida pela Justiça Eleitoral, conforme dados do TSE reproduzidos por veículos que acompanham os registros das eleições de 2026.

Em seu segundo mandato como deputado estadual, o candidato construiu atuação de oposição ao governo estadual, com críticas especialmente às contas públicas, aos incentivos fiscais e à administração de órgãos do Estado.

Fila digital para consultas, exames e cirurgias

Na saúde, uma das principais propostas apresentadas por Catan é implantar uma fila digital única, pública, transparente e auditável para organizar o acesso dos pacientes a procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde.

“Nós vamos criar uma fila digital única, pública, transparente e auditável, para que as pessoas não precisem pedir para vereador, deputado estadual ou assessor para passar na frente de outra”, declarou.

O candidato também propôs uma tabela estadual do SUS, com complementação dos valores pagos pelos procedimentos. Segundo Catan, a medida poderia aumentar a previsibilidade financeira das unidades hospitalares e contribuir para a manutenção de profissionais no interior.

Outra promessa é instalar temporariamente o gabinete do governador em hospitais e unidades que recebem pacientes encaminhados pelo Estado. A intenção declarada pelo candidato é acompanhar diretamente problemas como demora para cirurgias e deficiências estruturais.

Catan também defendeu uma distribuição que considera mais equilibrada dos recursos estaduais entre hospitais públicos e filantrópicos.

Equiparação para professores

Na educação, o candidato afirmou que pretende buscar a equiparação salarial entre professores efetivos e convocados. Na avaliação apresentada por Catan, profissionais que exercem as mesmas atribuições não deveriam ter remunerações diferentes apenas em razão do vínculo funcional.

O programa defendido pelo candidato inclui ainda a ampliação das escolas cívico-militares e a adoção de experiências inspiradas nas chamadas charter schools.

Nesse modelo proposto por Catan, entidades, associações, pais e representantes da comunidade escolar teriam maior participação na administração dos recursos das unidades. Cada escola poderia definir prioridades locais para investimentos, como reforço em matemática e química, computação ou contratação de profissionais especializados.

“Nós temos que pegar o que tem dado certo nas escolas charter, nas escolas militares e nas escolas particulares e levar para a escola pública”, afirmou.

Segurança e violência contra mulheres

Para a segurança pública, Catan apresentou propostas de valorização salarial, ampliação do efetivo, investimentos em tecnologia e melhoria da estrutura das forças policiais.

Questionado sobre os feminicídios, defendeu ampliar o acolhimento às mulheres em situação de violência, principalmente quando existe dependência econômica em relação ao agressor.

Na avaliação do candidato, a medida protetiva pode não ser suficiente quando a mulher não dispõe de renda, moradia ou recursos para sustentar os filhos.

“Falta acolhimento, falta prevenção e falta entendimento”, declarou.

Catan defendeu ainda o mapeamento das áreas com maior incidência de violência contra mulheres e ações permanentes de prevenção, assistência psicológica, apoio social e condições para que as vítimas consigam romper relações violentas.

Candidato critica política de incentivos fiscais

Parte da entrevista foi dedicada às críticas de Catan ao governador e candidato à reeleição Eduardo Riedel (PP). A candidatura de Riedel também está deferida para a disputa estadual de 2026.

Catan questionou a política de incentivos fiscais, os critérios de distribuição do ICMS aos municípios e a fiscalização exercida pela Assembleia Legislativa sobre o Executivo.

O candidato afirmou que a renúncia fiscal estadual teria alcançado R$ 11 bilhões e alegou falta de transparência na identificação dos beneficiários. O montante e a interpretação apresentada sobre seus efeitos constituem afirmações feitas pelo candidato durante a entrevista e não foram confirmados pelas fontes consultadas para esta reescrita.

Ele também criticou a atuação fiscalizatória da Assembleia. “A Assembleia não discute nada relevante”, afirmou.

Publicidade oficial entra nas propostas

Outro ponto abordado foi a distribuição dos recursos estaduais destinados à publicidade. Catan disse que, caso eleito, pretende estabelecer critérios proporcionais de audiência para orientar os pagamentos aos veículos de comunicação.

Segundo a proposta apresentada pelo candidato, a audiência serviria como parâmetro para reduzir discrepâncias entre o alcance dos veículos e os valores recebidos.

Ao justificar a candidatura ao governo depois de dois mandatos na Assembleia, Catan afirmou que pretende apresentar alternativas ao modelo administrativo atual.

“Alguém tem que surgir, alguém tem que se levantar e não só criticar, mostrar como vai resolver”, declarou.

As propostas apresentadas integram a plataforma eleitoral de Catan para a disputa de 4 de outubro. Mato Grosso do Sul tem oito candidaturas ao governo com registro deferido, segundo dados eleitorais atualizados divulgados a partir da base do TSE.

Fonte : jornaldoestadoms

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário