24/09/2026
08:00
DA REDAÇÃO

Agente em cumprimento dos mandados em Campo Grande ©Léo de França
A defesa de um dos presos na Operação Infiltrados, deflagrada nesta quinta-feira (24) pelo Gaeco, afirmou que o investigado foi surpreendido pela ordem judicial e negou qualquer participação dele no esquema apurado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
O advogado Matheus Alves informou que ainda busca detalhes sobre a conduta que teria sido atribuída ao cliente na investigação. “Estou verificando qual é a atribuição dele nessa operação que está sendo feita. Ele foi pego de surpresa, é inocente de qualquer coisa que está sendo acusado”, declarou.
A operação investiga um suposto esquema de desvio de drogas apreendidas, principalmente cocaína, com participação de agentes das forças de segurança. Nesta manhã, o Gaeco informou o cumprimento de prisões preventivas contra nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal.
Ao todo, a Operação Infiltrados prevê o cumprimento de 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão. As diligências estão concentradas em Campo Grande, Dourados e Terenos.
Investigação começou em 2025
Segundo informações divulgadas sobre a operação, as investigações começaram em outubro de 2025, após elementos encontrados nas operações Traquetos e Blindspot, também conduzidas pelo Gaeco, indicarem possível participação de policiais no desvio de entorpecentes.
De acordo com a apuração, uma das formas utilizadas pelo grupo seria deixar de registrar oficialmente parte da droga efetivamente apreendida em ocorrências policiais. Outra prática investigada envolve a retirada de entorpecentes diretamente de depósitos de delegacias.
A suspeita é de que as drogas desviadas fossem posteriormente entregues a traficantes ligados ao grupo investigado, responsáveis por recolocar os entorpecentes no mercado ilegal. As responsabilidades individuais dos investigados ainda estão sendo apuradas.
A operação conta com apoio das corregedorias das polícias Civil e Militar, do Batalhão de Choque, do Bope e da Polícia Institucional do Ministério Público Federal. A OAB/MS também acompanhou diligência realizada na residência de uma advogada.
Fonte : jornaldoestadoms





