A Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Receita Federal deflagraram, na manhã desta terça-feira, 16 de junho, a Operação Rota Clandestina, voltada a desarticular uma organização criminosa suspeita de comandar um esquema milionário de contrabando de cigarros paraguaios com base em Campo Grande.
Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 76 milhões com a compra, entrada ilegal, armazenamento, transporte e distribuição dos cigarros em território nacional. Ao longo das apurações, os órgãos identificaram 12 grandes apreensões, que somam mais de 1 milhão de maços de cigarros.
Ao todo, são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, sendo 13 em Campo Grande e um em Santa Luzia (MG). Também foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva, todos cumpridos na Capital, além de cinco medidas cautelares de monitoração eletrônica, com uso de tornozeleira.
A operação foi autorizada pela 3ª Vara Federal de Campo Grande. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens móveis e imóveis dos investigados, como forma de atingir o patrimônio supostamente ligado à atividade criminosa.
De acordo com a investigação, a organização atuava de maneira estruturada, com divisão de funções e hierarquia definida. O esquema envolveria a compra dos cigarros na região de fronteira com o Paraguai, a entrada clandestina no Brasil, o armazenamento em depósitos ilegais e a distribuição para outros estados.
As apurações apontam que Campo Grande era usada como ponto estratégico para guardar e redistribuir as cargas. Depois de internalizados no país por rotas alternativas, os cigarros eram levados a depósitos clandestinos e, em seguida, enviados para unidades da federação como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
O transporte, conforme os órgãos de fiscalização, era feito de forma fracionada, em veículos usados para tentar reduzir o risco de grandes apreensões. A investigação também cita o uso de veículos adaptados, transportadoras vinculadas ao grupo e documentos fiscais fraudulentos para dar aparência de legalidade às cargas.
Na parte financeira, os investigados são suspeitos de usar empresas de fachada, contas de terceiros e movimentações fracionadas para ocultar a origem dos valores. Também é apurado o uso de mecanismos informais de remessa de dinheiro ao exterior, conhecidos como dólar-cabo, para pagamento de fornecedores no Paraguai.
Segundo a Receita Federal, análises fiscais e bancárias indicaram movimentação incompatível com a renda declarada pelos investigados. Os levantamentos também apontaram evolução patrimonial sem origem comprovada e possível ocultação de bens em nome de terceiros, prática conhecida como uso de laranjas.
A força-tarefa mobiliza 62 policiais federais, 17 policiais rodoviários federais, sete auditores-fiscais e 15 analistas tributários da Receita Federal. A atuação integrada partiu do compartilhamento de informações entre os órgãos fiscalizadores, o que permitiu identificar a dimensão econômica e operacional do esquema.
O superintendente adjunto da Receita Federal na 1ª Região Fiscal, Erivelto Alencar, destacou que a apuração revelou movimentação financeira atípica superior a R$ 76 milhões e patrimônio incompatível com a renda declarada pelos investigados. Segundo ele, a atuação busca combater crimes transfronteiriços, especialmente o contrabando e a concorrência desleal.
Em tese, as condutas investigadas podem configurar os crimes de organização criminosa, contrabando, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
O nome Rota Clandestina faz referência ao uso de caminhos alternativos e meios ilegais que teriam sido empregados pelo grupo para introduzir cigarros no país e abastecer mercados em diferentes estados. Para os órgãos de fiscalização, a operação busca interromper uma cadeia que afeta a arrecadação pública, financia atividades criminosas e prejudica empresas que atuam de forma regular.
Na parte financeira, os investigados são suspeitos de usar empresas de fachada, contas de terceiros e movimentações fracionadas para ocultar a origem dos valores. Também é apurado o uso de mecanismos informais de remessa de dinheiro ao exterior, conhecidos como dólar-cabo, para pagamento de fornecedores no Paraguai.
Segundo a Receita Federal, análises fiscais e bancárias indicaram movimentação incompatível com a renda declarada pelos investigados. Os levantamentos também apontaram evolução patrimonial sem origem comprovada e possível ocultação de bens em nome de terceiros, prática conhecida como uso de laranjas.
A força-tarefa mobiliza 62 policiais federais, 17 policiais rodoviários federais, sete auditores-fiscais e 15 analistas tributários da Receita Federal. A atuação integrada partiu do compartilhamento de informações entre os órgãos fiscalizadores, o que permitiu identificar a dimensão econômica e operacional do esquema.
O superintendente adjunto da Receita Federal na 1ª Região Fiscal, Erivelto Alencar, destacou que a apuração revelou movimentação financeira atípica superior a R$ 76 milhões e patrimônio incompatível com a renda declarada pelos investigados. Segundo ele, a atuação busca combater crimes transfronteiriços, especialmente o contrabando e a concorrência desleal.
Em tese, as condutas investigadas podem configurar os crimes de organização criminosa, contrabando, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
O nome Rota Clandestina faz referência ao uso de caminhos alternativos e meios ilegais que teriam sido empregados pelo grupo para introduzir cigarros no país e abastecer mercados em diferentes estados. Para os órgãos de fiscalização, a operação busca interromper uma cadeia que afeta a arrecadação pública, financia atividades criminosas e prejudica empresas que atuam de forma regular.
Fonte : jornaldoestadoms





